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Minha Z-1p de 1998 funcionando como nova. |
Breve
histórico:
Lançada em 1995 a Pentax Z-1p (ou PZ-1p em alguns
países) foi a câmera topo de linha da marca até ser substituída em 2001 pela
MZ-S – que foi a última câmera profissional de filme da fabricante japonesa. A
montagem de lente KAF2 com suporte a função Power Zoom permitia o uso de qualquer
lente de montagem K de todas as versões anteriores. E mesmo lentes com montagem
de rosca M42 com uso de adaptador.
Trata-se de um tanque de guerra, mas com peso
moderado (cerca de 720 gramas com bateria) reunindo todas as funções que o
exigente mercado fotográfico profissional necessitava. O painel LCD digital no
topo da câmera e o viewfinder com todas as informações da câmera, além do
sistema de dial dianteiro e traseiro, para controle de velocidade e abertura,
lembram muito e eram, na época, o prenúncio do design das modernas câmeras
digitais.
A velocidade de disparo chegava a surpreendentes 1/8000seg,
característica encontrada mesmo hoje em dia em poucas câmeras digitais de
espelho. A robustez e confiabilidade, embora alguns usuários da marca desconfiassem
do corpo em policarbonato com chassis interno metálico ficou comprovada pelas
décadas de uso sem defeitos. Sua sucessora, a MZ-S apesar de um pouco mais
avançada, teve o conhecido problema do travamento do espelho comum em toda
séria MZ de câmeras mais populares.
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Crédito da imagem: https://www.pentaxforums.com/camerareviews/pentax-z-1p-pz-1p.html |
E se a Pentax Z-1p é rara de encontrar hoje em dia,
a MZ-S é quase impossível, pois poucos exemplares foram fabricados, tornando o
preço proibitivo. A Z-1p tem algumas peculiaridades que fugiam do padrão
ergonômico e de design adotado até então pela marca. O visor externo LCD fica
logo acima do visor ótico sobre o prisma. Para isso a sapata de flash teve que
ser deslocada para o lado direito da câmera. Apesar de estranho, essa posição
permite o uso de lentes mais longas sem o inconveniente da sombra projetada
sobre o motivo fotografado.
Os controles são bem acessíveis, com poucas funções
precisando ser controladas pelo menu disponível no LCD. Aliás essa câmera não
tem menus propriamente ditos, mas sim quinze funções que podem ser programadas
com comandos nos dials de velocidade e abertura. A Pentax chamava isso de funções
customizáveis. O manual era bem extenso para a época com suas mais de 170
páginas. Mas a vantagem era que depois de investido um tempo inicial para
customizar a câmera, nada mais precisava ser feito.