sábado, 27 de abril de 2013

Editando vídeos no formato Super HD (4K) para cinema e televisão.

Na foto, nova Workstation Escarlate 4K e a Blackmagic Production Camera 4K


Quem necessita editar vídeos no formato 4K tanto para cinema quanto para outros formatos digitais captados com câmeras com as Sony PMW F55/F5, Arri Alexa, RedOne ou Red Scarlet, Canon C500 ou EOS 1D C, pode contar com agora com o ótimo custo/benefício da workstation ESCARLATE 2013. 

Ela edita diretamente o material bruto nos formatos originais, através do Adobe Premiere CS6.  Correção e gradação de cor pode ser feita em programas como o Resolve da Blackmagic ou o RedCine-X Pro da RedOne. Não há necessidade de transcodificações demoradas para codecs intermediários ou editar em resoluções mais baixas, para depois aplicar os efeitos no vídeo original. Editar em 4K com a ESCARLATE 2013 é tão fácil quanto editar conteúdos em HD.

As 20 dúvidas mais frequentes sobre o Mercury Playback Engine do Adobe Premiere!

Uma complação das perguntas mais frequentes que foram feitas no post sobre ativação do Mercury Playback Engine no Premiere. Esse post é o campeão de acessos e de dúvidas aqui no blog. Aproveitem. Essas FAQ também estão no final do artigo original, que foi revisto e atualizado.

1) Minha placa não estava reconhecida pelo Premiere, mas segui os passos, incluí o nome dela no arquivo TXT da pasta Adobe e agora reconheceu e está trabalhando por GPU, porém o desempenho está a mesma coisa, lentidão e congelamentos nas linhas vermelhas da timeline.

R: Existem dezenas de modelos de placas NVidia GTX  que possuem os núcleos Cuda porem não são todas que podem ser usadas no Mercury Playback Engine ativadas por hardware. É necessário que a placa de vídeo tenha pelo menos 96 núcleos Cuda ativos e no mínimo 1GB de RAM DDR3. Mas tenha em mente que quanto menos núcleos sua placa tiver, menos visível será a melhoria de desempenho. Exemplo: Uma placa GTX 250 possui 128 núcleos Cuda, enquanto o modelo top GTX 680 possuem 1554 núcleos. Evidentemente o desempenho da última será muitas vezes maior.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Rokinon 85mm f1.4 Aespherical: Uma ilustre desconhecida que surpreende...




A maioria dos amantes de fotografia e mesmo profissionais menos experientes, nunca deve ter ouvido falar da marca “Rokinon”. Trata-se de uma das marcas cuja a companhia sul-coreana Samyang, mais conhecida por fabricar automóveis e navios, comercializa sua linha de lentes para o mercado de baixo custo. As lentes fabricadas por ela também vem com nomes como Vivitar e Opteka, mais conhecidos no mercado de acessórios para fotografia. Mas não se deixe enganar por nomes. O que chama a atenção nas lentes Rokinon e em especial nessa 85mm de grande abertura (f1.4) é o preço. Uma lente com a mesma abertura e qualidades óticas, como as oferecidas por esse modelo, de marcas como Canon, Nikon ou Zeiss, custam três ou quatro vezes mais caro.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Exportando vídeo MXF OP1a no Adobe Premiere CS6.0.3 para XDCAM Sony PDWU1



Tutorial básico para quem está com dificuldades de exportar vídeos para o formato MXF OP1a para serem gravados nos discos óticos XDCAM nos drives Sony PDW-U1. Alguns leitores não estão conseguindo exportar os vídeos tanto no padrão IMX40 ou XDCAMHD50 com os 4 canais de áudio ativos. Há relatos de, mesmo duplicando as faixas de áudio estéreo, o arquivo MXF originado apresenta as 4  faixas mas apenas 2 com áudio.  Ou, em certos casos, quando não é duplicada a trilha de áudio estéreo, o arquivo gerado apresenta apenas 2 faixas ocasionando erro na hora da exportação para o disco ótico. Vamos aos passos:

domingo, 21 de abril de 2013

Filmar em 60i, 60P, 30P ou 24P? Qual o melhor formato?


Atenção: Artigo revisto e atualizado em relação a publicação de Jan/2012. Os comentários e dúvidas foram incorporados ao novo texto. Para novos comentários usem a página de Duvidas e Sugestões. Esse post não aceita comentários.

Na imagem, a esquerda, fragmento de fotograma do filme mudo "Nosferatu" (Alemanha, 1922, F.W. Murneau) e a direita, detalhe de cena do filme "O Hobbit" (EUA, 2012, Peter Jackson)


O assunto desperta dúvidas na maioria dos profissionais de vídeo e esse post sempre foi muito lido e comentado. Por isso resolvi rever e ampliar o texto original, incorporando as dúvidas mais frequentes dos meus leitores na forma de adendos ao texto original. Na hora de captar uma cena ou iniciar um movo trabalho vem a questão: 60i, 60P, 30P 0u 24P? Como vou ajustar minha câmera? Desde a edição original desse artigo, o formato 60P – antes restrito a poucas e caras filmadoras – agora se tornou comum, mesmo em equipamentos amadores de baixo custo. Alguns inclusive, curiosamente, nem chegam a oferecer mais as opções 30P ou 60i. Na verdade a adoção mais frequente do formato 60P ainda trouxe mais confusão ao tema.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Mais um vídeo da panela velha... Ah as cores da JVC GY-HD100U...



Aproveitando uma luz bem bacana que anda fazendo aqui em Brasília nesse início de outono maluco, gravei mais um vídeo testando a velha JVC HD100U. é impressionante como uma câmera fabricada em 2006, portanto já com 7 anos de uso e ainda gravando em fita miniDV, consegue imagens tão ricas e detalhadas. Eu me lembrei dos tempos do início do Compact Disc (CD), onde a idéia que a indústria empurrava para a massa consumidora era de algo novo, melhor e com mais qualidade. Que qualidade? Hoje vemos o velho LP "bolachão" ainda firme e retornando ao mercado. Bandas de renome no cenário mundial estão lançando títulos exclusivamente no formato. Ou em CD e LP. Um bom toca-discos está custando os olhos da cara e quem tem um usado de marca, não vende nem troca. Quem puder escutar e comparar um LP (vinil) e um CD de um mesmo artista, em um toca-discos de qualidade ligado a um amplificador valvulado, vai poder perceber o quanto está perdendo de detalhes e qualidade sonora ao escutar um CD ou mp3 da mesma música.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Opinião: Paulo M. de Andrade - Blog Vídeo Gurú

Marcelo,

Falando em educação, ainda temos um outro problema. Antigamente as pessoas começavam como aprendizes. Iam aprendendo seus ofícios com pessoas mais experientes e só melhoravam de posto quando provavam que mereciam uma chance. Hoje vejo, com muita tristeza, a falta de respeito e até de consideração com os veteranos aqui no Brasil. As pessoas compram um equipamento e entram no mercado sem experiência nenhuma. E, em vez de procurar os mais experientes para aprender um pouco, dizem que eles são velhos e ultrapassados.

Recentemente presenciei uma situação que seria engraçada se não fosse trágica. Um jovem diretor não quis contratar um diretor de fotografia com anos de experiência e uma bagagem de dezenas de longas porque disse que ele era "ultrapassado". No lugar dele, contratou um jovem recém formado. Resultado: a linguagem "inovadora" do jovem se resumiu a um material com a câmera sacudindo o tempo todo, mesmo quando certas cenas pediam uma câmera parada. Essa linguagem "inovadora" já tem mais de 20 anos, quando ficou popular na MTV americana. O próprio diretor se arrependeu de sua escolha. Agora você vê os melhores diretores de fotografia dos EUA e a grande maioria já passou dos 50 ou 60 anos. São mais valorizados porque têm experiência, e os jovens dariam tudo para ser seus assistentes. Por aqui, a experiência é descartada e desvalorizada. E os profissionais ficam cada vez piores. 

Ou seja, se o mercado vem se desvalorizando, também está repleto de pessoas sem experiência e sem humildade para aprender com quem sabe. Ninguém mais quer ser assistente. Todos querem ser diretores. Se eles não respeitam nem os mais experientes, acha que vão respeitar o próprio mercado?

Tenho também ficado abismado com a quantidade de "profissionais" que vendem um serviço sem ter a mínima noção do que estão fazendo. São editores que se vendem como coloristas e o máximo que sabem fazer é aplicar um look enlatado do Magic Bullet. Ou, como presenciei, a pessoa que se dizia finalizadora que nem sabia exportar um vídeo para um VT, muito menos a diferença entra PAL e NTSC.

Também não sei onde o mercado vai parar. Nossa sorte é que sempre surgem algumas pessoas talentosas para compensar a mediocridade geral. Quem sabe, depois que os predadores extinguirem a si próprios do mercado, as coisas voltam a melhorar. A lei do cabo tem tido um efeito positivo nisso tudo. As exibidoras têm exigido um mínimo de qualidade e as produtoras têm buscado profissionais mais qualificados, senão têm seus produtos recusados. 

Abraço,

domingo, 7 de abril de 2013

Testamos a nova Sony NEX-EA50UH e gostamos!


Na foto, a nova Sony EA50 e a veterana JVC HD100U: gêmeas separadas na maternidade? 

A nova Sony NEX-EA50UH traz algumas novidades para o seguimento de câmeras profissionais de baixo custo (na faixa dos US$ 4 mil), como lentes intercambiáveis, sensor APS-C e formato híbrido handycam/ombro. Embora o design fuja do padrão tanquinho que a Sony vem mantendo nessa linha, não se trata de novidade. A EA50UH é praticamente (em ternos de formato e ergonomia) um clone da veterana JVC GY-HD100U lançada em 2005. E não há demérito nenhum nisso, pois boas idéias devem ser aproveitadas. E se há 8 anos atrás a HD100U inovava e seduzia com seu formato esguio e alongado, a nova integrante da linha NEX da Sony também chama atenção com seu corpo magro e longilíneo.