quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Lentes BCTV em câmeras DSLR Micro 4/3 (VII)

Lente Canon BCTV adaptada em uma camera Canon EOS 60D. Fonte: http://www.newsshooter.com/2012/01/02/new-mtf-services-lens-adapters-electronic-eos-to-sony-f3fs100panasonic-and-b4-to-eossony-f3fs100/

Por que lentes de TV em cameras DSLR?

Bem amigos, depois de várias semanas às voltas com os testes de uso dessas fantásticas lentes de TV e seis posts sobre o assunto, acho legal compartilhar algumas impressões que ficaram claras durante o percurso. A minha montagem não está finalizada. Mas o principal já foi montado e vários problemas sanados. Falta ainda um viewfinder (ou monitor) e a parte de captação de áudio. Mas isso são coisas simples e com soluções já conhecidas. O importante agora é falar sobre a utilidade desse conjunto e onde ele será melhor aproveitado. Eu sempre falo, quando me perguntam, que não existem definitivos erm nosso ramo e em quase tudo na vida. Melhor câmera? Melhor lente? Equipamento para fazer tudo? Nada disso existe. Não custa repetir: existe o equipamento certo para certo tipo de situação. Esse será o melhor nessas horas. 

Usar essa lentes de câmeras de televisão em câmeras DSLR não é algo tão simples.

domingo, 15 de janeiro de 2017

Lentes BCTV em câmeras DSLR Micro 4/3 (VI)

Detalhe de frame de vídeo da Lua captado em 4096 x 2160p com lente Canon BCTV. Na metade inferior o mesmo frame após correção de lente, gradação de cor e outros filtros no Photoshop.

Dica para quem vai usar lentes Canon BCTV. Conforme mostrei no post anterior, Fora das aberturas melhores (sweet spot da lente) notadamente em f 1.8 e f 16 existe bastante aberração cromática em determinadas situações. A solução é a correção do trecho do vídeo usando a ferramenta de correção de lentes existente no Photoshop. Ressaltando que não vamos encontrar lentes Fujinon ou Canon BCTV lá.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Lentes BCTV em câmeras DSLR Micro 4/3 (V)


Hoje trago a vocês um teste mais sério de qualidade de imagem e nitidez de foco por abertura, da lente BCTV Canon SD B4 2/3" montada em uma câmera Micro 4/3.  São conclusões bastante animadoras e que me convenceram do uso dessa solução alternativa para situaçÕes onde são necessárias diversas distâncias focais, zoom motorizado, rapidez e praticidade na execução da captação. Notadamente o uso de uma DSLR em formato de ENG para telejornalismo ou documentário jornalístico em situações extremas. Todos sabemos que as cameras estilo ENG sempre foram imbatíveis nesse campo. 

domingo, 8 de janeiro de 2017

Lentes BCTV em câmeras DSLR Micro 4/3 (V)


Teste de nitidez com a lente Canon BCTV B4 2/3 em abertura máxima (f1/8) e distância foca no modo grande angular máximo (DF=18mm), onde tem sido relatado por outros testadores imagens com característica soft (como a lente Helios 55 mecânica muito usada em vídeos por essa característica). O retângulo amarelo ao centro corresponde ao campo de visão com a lente em tele máxima (DF=342mm).

sábado, 7 de janeiro de 2017

Panasonic Lumix GH5: isso muda tudo! (parte 5)

O desajeitado e gigantesco acessório DMW-YAGH, já descontinuado, acrescentava algumas funcionalidades e diversas saídas e entradas ao corpo da GH4, embora ao custo de quase ser maior que a câmera.
Fonte: https://www.bhphotovideo.com/images/images2500x2500/panasonic_lumix_dmc_gh4_mirrorless_micro_1028548.jpg

Para o lançamento da GH5 a PANASONIC reservou algumas surpresas. Existem ainda os gadgets opcionais , mas eles estão mais baratos e destinados ao que um acessório precisa ser: facilitador da vida do cinegrafista. O áudio ganhou um adaptador dedicado com entradas e controles profissionais, conectores XLR e controles de ganho.  Funciona acoplado a sapata do flash. Na parte superior deste é oferecida uma sapata de flash adicional. Outro assessório, que já era oferecido para a GH4 e GH3,  é o tradicional grip com capacidade para duas baterias. Estando os dois acoplados na câmera, seu peso e volume são menores que o tijolão anterior. O preço também ficou bem mais leve. Cerca de US$ 350 para o adaptador de áudio e US$ 280 pelo grip de baterias.

Em se tratando de funcionalidades, a GH5 conta agora - e pela primeira vez em uma DSLR - com captação de vídeo

Panasonic Lumix GH5: isso muda tudo! (parte 4)

Reprodução da página Personal View do programador russo Vitaly Kiselev, que em 2008 descobriu que podia hackear o firmware de algumas câmeras Panasonic Lumix. (disponível em http://www.personal-view.com/news/)

Diga-se de passagem que a melhor tecnologia embarcada sempre foi a usada nas câmeras da PANASONIC. E ela fez algo surpreendente em termos de mercado.  Ignorou os pedidos constantes de seus clientes e não lançou produtos com sensor FULL FRAME. Vieram a GH2, GH3, GH4 e agora a GH5 que vai causar tremores na concorrência. Manteve o foco no mercado de fotografia amadora e no caso das câmeras profissionais, apostou no sistema MICRO 4/3. A jogada deu resultados. Diversos profissionais de cinema baixo custo, cinegrafistas de eventos sociais e documentaristas passaram a preferir as robustas e portáteis câmeras da série GH para suas produções.

A própria PANASONIC vem há anos acompanhando, sem nunca se manifestar oficialmente, contra ou a favor,

Panasonic Lumix GH5: isso muda tudo! (parte 3)


Olympus E-1, lançada em i2003, no formato Quatro Terços, foi a primeira DSLR desenvolvida do zero para fotografia digital. Créditos da imagem: By Oswald Engelhardt - Fotografiert im Februar 2006, CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=6498615

Todo mundo dentro do ônibus? Posso partir? Faltou alguém? Pera! A PANASONIC ainda está terminando o lanche! E o melhor ficou para o final. A tão esperada GH5! O que é aquilo? Não conseguirei dormir até março para ver o lançamento na NAB. A PANASONIC também parece andar meio em círculos. Faz equipamentos broadcast, camcorders que incomodam a Sony e tem uma imagem com temperatura de cor fantástica desde as antigas DVX100. Não é à toa que rodaram vários longas com ela antes das Canon e demais novidades. A marca tem câmeras de estúdio, switchers baratos e confiáveis. Câmeras compactas para todos os sabores, cores e bolsos. Mas nunca quis saber do mercado DSLR Full Frame. Acertou em cheio!

Lançou junto com a Olympus em 2008 o formato MICRO 4/3 na esteira do fracasso

Panasonic Lumix GH5: isso muda tudo! (parte 2)

fonte: http://www.panasonic.com/global/consumer/lumix/lumix-gh5.html

No seguimento de cinema para gente grande a ARRI continua no Olimpo. Seguida de perto pela PANAVISION e pela RED. De uns anos para cá diversificou sua linha de câmeras com o DNA de cinema de película e inovou lançando modelos mais compactos e de custo mais baixo, atraindo que sonha com os modelos top. Se eu fosse fazer documentário para a National Geographic ou cinema com muita grana no bolso iria com uma ARRI ALEXA 65 e um jogo pornograficamente caro de lentes da mesma marca. Nada como a sensação de estar sentado no meio da savana sobre uma maleta com um milhão de dólares em lentes e câmera. Brincadeiras à parte, elas são o que há de melhor ha quase 100 anos.

Bom... quem sobrou? Ah sim! A nova vizinha do quarteirão.

Panasonic Lumix GH5: isso muda tudo! (parte 1)

fonte: http://www.panasonic.com/global/consumer/lumix/lumix-gh5.html

Mais que um grande lançamento, a estreia da Panasonic GH5 no mercado de vídeo provavelmente será um divisor de águas e a consolidação em nichos de mercado dos grandes fabricantes. A Canon parece não ter mais pretensões de investir em DSLR capazes de grandes revoluções na área de captação de vídeo. Apesar de ter dado o pontapé inicial com a icônica 5DMKII em 2008, abrindo um novo mundo na área de captação de vídeo a baixo custo e excelente qualidade, ela não quer matar sua linha de câmeras avançadas para cinema e produções de vídeo especializadas. Pelo contrário: os últimos lançamentos da marca no formato DSLR estão priorizando a fotografia e os fotógrafos. Decisão acertada.

A marca tenta há anos entrar no mercado de camcorders para

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Lentes BCTV em câmeras DSLR Micro 4/3 (IV)


Teste informal de funcionamento do sistema de zoom servo controlado através de bateria portátil 12V CC @ 2000 mA. Imagens sem gradação de cor ou efeitos de pós. 

[Anterior] . [Próximo]

Lentes BCTV em câmeras DSLR Micro 4/3 (III)

Lente Canon BCTV com câmera Panasonic Lumix GF3 Micro 4/3 montada via adaptador.

A trapizonga tá quase pronta! Hoje montei a lente no rod onde ela vai permanecer. É ele que suporta a lente e a lente suporta a câmera. Para quem aguentava o peso de um corpo de Betacam segurar uma Lumix GF3 é moleza!. A caixa preta atrás da câmera é a bateria de 12 V CC que fornece energia para o servo da lente. É uma bateria dessas de carregar celular só que tem além da saída USB 5V 2.0A outra de 12V 5A. funcionou muito bem e é leve. Pesa apenas 260 gramas. E é carregada com cabo USB ligado no carregador do celular ou mesmo no notebook. Agora só falta o apoio de ombro que vai em baixo da bateria e um visor ocular. Com a câmera no ombro fica difícil olhar no LCD. Mesmo câmeras com LCD móvel com a GH4 não permitem boa visão ja que o LCD fica quase na ponta do nariz do câmera.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Lentes BCTV em câmeras DSLR Micro 4/3 (II)

Adaptador adaptado... Anel de suporte para lentes longas Canon modificado para prender o tubo B4 2/3"-Micro 4/3
Continuando o processo de adaptar lentes padrão BCTV usadas em câmeras Sony Betacam SP ou HD para monta-las em corpos DSLR no padrão Micro Quatro Terços ou APS-C. Esses adaptadores não são fáceis de encontrar aqui no Brasil. No ML há muito pouca oferta. E sem concorrência os preços estão altos. Existem modelos com e sem sapata. E as montagens podem ser para flanges Micro 4/3, Sony E-mount ou Canon EF. Esses dois últimos, menos comuns são mais difíceis de achar. Importante ressaltar que essas lentes não devem ser usadas sem o suporte para tripé.