terça-feira, 18 de julho de 2017

Sensores menores, imagens melhores?

Na foto: Câmera Panasonic Lumix GH4 com lente Zeiss Planar 85mm usada com adaptador. Crédito da imagem: https://suggestionofmotion.com/blog/metabones-canon-ef-speed-booster-review-7-days/

No post anterior mostrei a diferença entre a aproximação real de uma lente com determinada distância focal (no caso uma 85mm) e o preenchimento do quadro da imagem (sensor) quando essa lente é trocada de câmera. O que parece ser um maior poder de aproximação de uma lente Full Frame, quando montada em uma câmera com sensor menor, nada mais é que o enquadramento de parte do círculo de imagem da lente, sobre uma área menor de captura.  Usei como exemplo uma lente 85mm f/1.4, apropriada para sensores 35mm, montada em uma câmera 35mm e montada em uma câmera com sensor Micro 4/3.

domingo, 16 de julho de 2017

Tamanhos de sensores e fator de corte: mais um mito...

Na foto: comparação de uma lente Full Frame EF Canon com outra de mesma distancia focal EF-S. Fonte: http://blogdozack.com.br/index.php/portfolio/canon-ef-s-55-250mm-f4-5-6-stm/

No post anterior (Desmistificando a briga por Megapixels! Quantidade não é documento!) tratamos da influência da quantidade de megapixels em qualquer câmera, na qualidade da imagem. Agora vamos falar de outro assunto polêmico e também mal compreendido: os tamanhos dos sensores e o fator de corte (crop factor). Talvez seja interessante, dependendo do seu  grau de conhecimento sobre o assunto, que você leia antes o outro post, para entender melhor o que vamos explicar aqui.

domingo, 9 de julho de 2017

Desmistificando a briga por Megapixels! Quantidade não é documento!

Na montagem, foto do extinto celular Nokia Pure View 808 com câmera de 38MP de 2011 e a lendária Leica M com 16MP. Fonte das fotos: Google.

Os fabricantes de câmeras, filmadoras e celulares, na briga para ganhar mercado, tomaram como prática (nem sempre ética), falar da qualidade das imagens produzidas por seus equipamentos em termos de Megapixels ou tamanho de seus sensores. Brincando um pouco, parecem meninos da vizinhança apostando pra ver quem tem o maior pinto ou faz xixi mais longe. Em primeiro lugar, precisamos entender o que é e como funciona um sensor de imagem de uma câmera. Dessa maneira poderemos desmistificar certas idéias a respeito de tamanhos, tipos, qualidade de definição e outras coisas como profundidade de campo. 

terça-feira, 27 de junho de 2017

Perfeição demais é chata... literalmente no caso das lentes.

Na montagem, a doutora Nise da Silveira junto a imagens de lentes novas e antigas, um disco de vinil e um tocador de CD. Fonte das imagens: Google. 

” Não se curem além da conta. Gente curada demais é gente chata. Todo mundo tem um pouco de loucura. Vou lhes fazer um pedido: Vivam a imaginação, pois ela é a nossa realidade mais profunda. Felizmente, eu nunca convivi com pessoas ajuizadas”. 
Nise da Silveira ,psiquiatra, 1905-1999


A doutora Nise tinha razão. Assim como as pessoas, as coisas, quando perfeitas demais, se tornam chatas e sem vida própria. Mas para se usar o adjetivo em questão precisamos comparar o que é ou parece chato com um padrão. E esse teria que ser inverso. Então o que é bacana? Pessoas com vida própria e com personalidade vibrante no caso de gente. E nos demais casos? Objetos, coisas, expressões artísticas como a música e a fotografia, por exemplo? O que pode causar nessas coisas inanimadas algum tipo de diferença que as faça saltar aos nossos olhos e ouvidos? Para mim a resposta seria a mesma que para pessoas: personalidade e detalhes. Enfim uma espécie de vida própria, independente mesmo da vontade inicial do seu criador, o artista.

Para falarmos da chatice temos que ter um padrão do que não é chato...

domingo, 18 de junho de 2017

Melhor áudio... entendendo os sinais...

Cena do filme Sinais de 2002 do diretor  , 2002,  , com Joachim Phoenix. 

O áudio, tanto em cinema e TV quanto na área da música e eventos, é um assunto bastante amplo e complexo. Afinal, ele é a metade, senão  mais, de qualquer experiência sensorial. No caso do audiovisual – e notem que a palavra áudio vem na frente – ele é metade do processo no que diz respeito a entregar bem a mensagem e contribuir com a experiência de fruição do espectador.  Nessa área, exceções à parte, ele é meio negligenciado. Já falei sobre isso em outros posts. A atenção de quem produz vai sempre – e está em parte correto – para a luz e a câmera e suas lentes.  Como não é comum vermos equipes dedicadas a uma e outra parte da captação, temos nos acostumado a delegar ao câmera as funções de iluminação e captação de áudio. Isso é a prática comum em jornalismo de rua, pois a urgência e mobilidade exigem equipes enxutas. Mas essa prática também se estende às demais formas de produção. Principalmente as de baixo orçamento.

sábado, 17 de junho de 2017

Solução econômica para captação de áudio em DSLR


Continuando a falar sobre adaptadores de áudio, sobre os quais já publiquei vários posts (que vc pode ler clicando aqui e aqui), trago hoje um modelo de baixo custo que acabei de desenvolver. Pode ser uma opção de qualidade e baixo custo, já que os modelos disponíveis são todos importados, difíceis de encontrar e bem caros. 

Nesse primeiro modelo não foi possível, por questões de espaço interno e qualidade dos componentes, ter 2 canais de entrada de microfone. Mas para uso em DSLR o adaptador pode ser ligado à câmera com um cabo em Y com uma entrada P10 para o mic vindo do pré (um condensador que necessite de Phantom Power e regulagem de ganho por exemplo) e um microfone lapela sem fio com a saída regulada em nível de linha no receptor, conectado ao cabo Y por meio de um plug XLR ou p3,5mm, permitindo deixar o ganho de entrada da câmera em nível bem baixo evitando os ruídos internos do próprio preamp da câmera para evitar seu próprio ruído interno.

Além do cuidado na escolha de componentes e do projeto,

sábado, 13 de maio de 2017

Curiosidade: a história das breadboards...

Na fotomontagem, acima à esquerda, primeiro protótipo de adaptador de áudio para câmeras DSLR que estou desenvolvendo. À direita, amplificador valvulado moderno montado à moda antiga em uma tábua de pão. Abaixo, protoboard moderna de plástico. Fonte: Google/Marcelo Ruiz.

Nesses tempos de computação gráfica, CAD e CAM e simulação de quase tudo usando computadores, é bom relembrar como a eletrônica e também os computadores pessoais se desenvolveram. Já faz mais de um século que essa história começou. Você sabe o que é uma breadboard? Na verdade hoje elas são chamadas de protoboards e que gosta e está familiarizado com eletrônica e informática certamente já ouviu falar do termo e talvez até tenha usado uma.

Próximo lançamento da MR Energia


Adaptador de áudio quase concluído... Testes de desempenho começando e promissores. Sem ruídos e o pre amplificador é muito, muito silencioso. Está ficando melhor que o esperado. Algumas características:
-Alimentação à bateria (externa) ou Adaptador AC-Dc com voltagens entre 12 a 17 V ;
-Consumo baixíssimo de energia (max. de 50mA/h). Para comparação, uma câmera 5DMKIII consome 1000 mA/h;
-Alimentação Phantom Power para mics condensadores (48V reais);
-Entradas para mic (baixa), mesas de som e outros dispositivos com nível de linha (média) e para instrumentos musicais (alta);
-Saída direta dos mics sem passar pelo preamp para ligação em outros equipamentos de som
Saída regulada para câmeras de vídeo DSLR e outras com nível adequado e conector de 3,5mm com dois canais;
-Saída para fones de ouvido para monitorar as entradas de áudio (bom para quem tem câmeras sem saída para headphones);
-Pode ser usado como pre amplificador e mixer para gravação de instrumentos e voz em celulares ou computador;
-Controle de graves e agudos independentes para cada canal.
Dando tudo certo será uma opção mais acessível de adaptador de áudio para DSLR. Mais notícias em breve! Não deixem de visitar aqui no blog (clicando ali em cima na barra de menu) a página de equipamentos MR Energia já à venda! 

Grande abraço! 

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Não brigue mais com o áudio de sua DSLR!

VU Meter: sabendo usar não vai clipar! Crédito da imagem: Marcelo Ruiz
Continuando o assunto da captação de áudio - principalmente para que usa câmeras DSLR - volto hoje para mostrar um exemplo prático de um dos muitos problemas que podem ocorrer em nosso dia-a-dia. Se você não leu o primeiro artigo e está interessado, clique aqui. Se já leu, muito obrigado e vamos em frente! 

Um dos maiores problemas na captura de áudio com câmeras DSLR é a dificuldade para conexão de microfones profissionais de todos os tipos. Mesmo os que tem conectores compatíveis e foram projetados especialmente para uso em câmeras fotográficas podem causar problemas se o conjunto não for bem regulado. no caso de microfones de uso geral e comum às câmeras broadcast e de cinema, a dificuldade é maior e vai dos conectores, passando pela fixação ao corpo da câmera, alimentação elétrica no caso de modelos condensadores e de eletreto e casamento das impedâncias (resistência interna), nível de saída ou sensibilidade (medidos em mV/Pa)  e nível de pressão acústica (expressos em dB).

Quando 1 + 1 não é = 2: a resposta correta...

Capacidades iguais mas voltagens diferentes. Corrente mais voltagem é igual a potência medida em watts!

No artigo anterior eu deixei a pergunta no ar. Nosso amigo, cinegrafista iniciante, ficou interessado em comprar duas unidades da bateria normal (pequena) ao invés da grande por conta do preço que pagaria por duas e pela mesma capacidade em amperes/hora de cada bateria pequena, que a primeira vista é até maior que a grande. E se você concordou com ele, também foi enganado por esse "truque" da eletricidade. No caso acima, a bateria grande tem o dobro da capacidade das duas pequenas somadas. Vejamos porque:

domingo, 7 de maio de 2017

Quando 1 + 1 não é = 2!

Comparação entre dois tipos de baterias de lítio de fabricante idôneo.

A matemática é uma ciência precisa e bela. A eletricidade também. As duas se complementam e servem para explicarem, uma à outra. Mas para fazer contas, quando se trata de eletricidade, não basta apenas saber as operações básicas. Existem regras. Vejamos o exemplo acima. Dois modelos conhecidos de fabricante idôneo e tradicional. As baterias menores são famosas e amplamente usadas em camcorders profissionais da Sony (NP-F970) e a maior também, só que geralmente em cameras de grande porte ENG. Quais as vantagens de usar uma ou outra? Observando apenas os preços e as capacidades de carga (medidas em mAh - ou miliampere por hora) os menos versados em eletricidade e iniciantes nas artes do vídeo e do cinema podem ficar confusos.

Afinal, duas baterias pequenas dão a mesma voltagem da grande (14,4V) e ambas tem a mesma amperagem (ou carga). O custo de duas pequenas é pouco mais da metade da grande. Sem contar que a grande precisa de um adaptador para fixar e ligar em uma câmera menor do tipo camcorder. E a voltagem da grande é bem maior que a usada por câmeras de mão. Tudo isso pareceria meio confuso ao nosso cinegrafista iniciante, que seria tentado a responder que pelas circunstâncias citadas seria melhor ficar (ou comprar) duas unidades da bateria normal (pequena).  E você que está lendo agora, concordaria com a decisão do colega?

Grande abraço! 

terça-feira, 2 de maio de 2017

A imagem do som!

Créditos da imagem: Aurich Lauson/Ars Technica


Dediquei os últimos posts aqui do blog a u assunto novo: o uso de lentes usadas retiradas de câmeras ENG - geralmente das velhas betacam SD que foram descartadas pelas redes de televisão com a chegada da alta definição - e que passaram a ser vendidas quase a preço de sucata. Lentes maravilhosas, parfocais, com grande extensão focal e muito claras. E com uma grande vantagem em relação as lentes de distância focal variável de câmeras fotográficas: o servo motor para controlar o zoom. Com a popularização do uso das câmeras DSLR como filmadoras, mais produções em diversas categorias são feitas com elas. Do cinema ao documentário, vídeos institucionais e sociais e cinema de guerrilha e curtas metragem. Para atender essa demanda crescente tradicionais fabricantes de filmadoras estão lançando câmeras DSLR com capacidades cada vez melhores para vídeo. Mas não sem criarem novos problemas. E um deles permanece sendo a captação de áudio. Se o objetivo é cinema de baixo custo (ou alto, pois grandes produções tb fazem uso de DSLR’s com bom êxito), vídeos institucionais ou comerciais para TV, a forma de captação de áudio já está bem consolidada e as soluções não mudaram em relação ao uso da película ou de câmeras de vídeo para cinema. O áudio é sempre captado de forma separada, com equipe dedicada de operadores de microfones e gravadores de campo e técnicos de áudio. Depois tudo é mixado na montagem. Mas isso demanda equipe maior, tempo e retrabalho. e custos.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Lentes BCTV em câmeras DSLR Micro 4/3 (Final)

Dimensões gerais para uma ergometria similar às câmeras de ombro ENG (Reportagem) Arte: Marcelo Ruiz
E com esse post chegamos ao fim da saga amigos! Nos oito artigos anteriores (que podem ser lidos seguindo os links no final do texto) discutimos diversos aspectos da utilização das fantásticas lentes broadcast TV em câmeras DSLS de sensor Micro 4/3. Neles estão fotos e minhas impressões a medida que a adaptação e as pesquisas foram avançando. Não foi tarefa fácil, mas também não é nenhuma engenharia de foguetes!. Com paciência e determinação e as dicas contidas nesses nove capítulos qualquer pessoa com alguma experiência em equipamentos de vídeo conseguirá ter sucesso. As pegadinhas que encontrei pelo meio do caminho já deixei avisadas e solucionadas aqui.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Porque as baterias “morrem” subitamente ou nunca funcionam bem...

Bateria Panasonic vendida no mercado paralelo desmontada mostrando as células internas. Foto Marcelo Ruiz


Depois de ler isso você nunca mais vai ser pego de surpresa por suas baterias ou se enganado na compra de novas!

Um dia você pega aquela bateria que estava na carga, com o carregador indicando que ela estava completa. Coloca no equipamento e parte para mais um dia de trabalho (ou noite...). Lógico que você é precavido e levou mais de uma. Prepara seu equipamento, conversa com o cliente acertando os detalhes de última hora e liga a câmera. O painel mostra que a bateria está cheia. Tudo vai dar certo no evento.

Só que quinze minutos depois a câmera avisa que a bateria só tem meia carga. Mais dez minutos a câmera desliga do nada. Mas a bateria ainda estava pela metade... pensa você.  Rapidamente pega a reserva no bolso e continua o trabalho. Vamos parar por aqui. Não vou aterrorizar com o pior pesadelo. A outra também não funcionar. Digamos que, nesse job, tudo deu certo.

Chegando na empresa ou em casa, você coloca as baterias para carregar. No dia seguinte parece tudo ok com elas. Carregador dando luz verde. Ou não... muitas baterias, afinal de contas, nunca carregam completamente, mesmo ficando além do tempo na carga. Mas quando colocadas na câmera indicam carga total. E você nem pensa muito a respeito.

Um caso real (entre milhares que acontecem diariamente)

Gosto muito de associar a teoria ao exemplo prático. E o que vou explicar a seguir, inclusive as fotos, aconteceram comigo tempos atrás. No meu caso foi diferente. A câmera Panasonic, do nada, se recusou a funcionar desligando dez segundos após iniciar, dando antes a informação: “Essa bateria não pode ser utilizada”.  A bateria era seminova e estava carregada, parecia original (descobri depois que não era) e nunca havia dado problema.

domingo, 23 de abril de 2017

O perigo das baterias piratas e baratas!

Fonte: https://youtu.be/5PjdxgqY55k
O que andam vendendo pra gente... 

Uma das baterias mais usadas no mercado de vídeo profissional é a conhecida Sony NP-F970, que serve em uma gama enorme de modelos de camcorders da marca. Além disso as usamos em iluminadores, monitores de vídeo portáteis e outros periféricos. As câmeras da marca vem apenas com uma bateria NP-F570 (aquelas fininhas) que duram menos de duas horas. Aí corremos no Mercado Livre, Aliexpress, DealExtreme e encomendamos baterias de longa duração. Uma NP-F970 nos 'da autonomia de pelo menos 3 a 4 horas de filmagem. Nesses sites e em lojinhas de acessórios encontramos desde as marcas paralelas, muitas sem nome do fabricante, até o blisters (embalagens plásticas) que o vendedor jura que são originais Sony.