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Na montagem, a doutora Nise da Silveira junto a imagens de lentes novas e antigas, um disco de vinil e um tocador de CD. Fonte das imagens: Google. |
” Não se curem além da conta. Gente curada demais é gente chata. Todo mundo tem um pouco de loucura. Vou lhes fazer um pedido: Vivam a imaginação, pois ela é a nossa realidade mais profunda. Felizmente, eu nunca convivi com pessoas ajuizadas”.
Nise da Silveira ,psiquiatra, 1905-1999
A doutora Nise tinha razão. Assim como as pessoas, as
coisas, quando perfeitas demais, se tornam chatas e sem vida própria. Mas para
se usar o adjetivo em questão precisamos comparar o que é ou parece chato com
um padrão. E esse teria que ser inverso. Então o que é bacana? Pessoas com vida
própria e com personalidade vibrante no caso de gente. E nos demais casos?
Objetos, coisas, expressões artísticas como a música e a fotografia, por
exemplo? O que pode causar nessas coisas inanimadas algum tipo de diferença que
as faça saltar aos nossos olhos e ouvidos? Para mim a resposta seria a mesma
que para pessoas: personalidade e detalhes. Enfim uma espécie de vida própria,
independente mesmo da vontade inicial do seu criador, o artista.
Para falarmos da chatice temos que ter um padrão do que não
é chato...