08/01/2014

Bronca geral: o complexo de vira-latas...


Até hoje, passados dois anos de existência do blog, 400 mil visitas e  mais de 3 mil dúvidas respondidas, eu nunca precisei reclamar de nenhum usuário/leitor ou censurar algum comentário.  Mas no final de 2013 recebi um comentário desaforado e sem noção que quase me fez parar de publicar o blog.  Obviamente não me dei ao trabalho de responder ao emissor da mensagem e excluí sumariamente seu post.

Em primeiro lugar, os termos não eram adequados e respeitosos. Em segundo lugar partiam de premissas equivocadas, de alguém que acha que entende de coisas e acaba falando besteiras. E em terceiro lugar, infelizmente, mesmo sem o autor saber, mostrava o tanto de complexo de vira-latas que o brasileiro ainda tem em relação às coisas e pessoas do seu país. A tendência de pichar tudo que é nacional e valorizar o que vem de fora.

Entre coisas descabidas, o leitor reclama do preço das minhas workstations, dizia que eu enganava as pessoas chamando meus computadores de workstations, citando o que para ele era o conceito correto do termo, sem se dar ao trabalho de pesquisar sobre o assunto e sobre as tendências que  certos tipos de máquinas para uso profissional passaram a apresentar de alguns anos até os dias atuais.


E o mais arrogante de todos os comentários: Que o preço de meus equipamentos era “um roubo” e que existiam máquinas melhores pela metade do preço. Não vendo ele razão para que custassem tão caro, pois ainda segundo ele, as peças usadas não justificavam o valor cobrado. E que finalmente não havia gostado de eu me referir ao novo MacPro como “a lixeirinha do Steve” em um post comparativo entre minha estação e a concorrente.
Pois bem. Conforme disse antes nunca precisei censurar nada aqui no blog. Evidentemente, tive que responder de maneira mais enérgica a alguns leitores que, sem a devida educação e respeito, começavam seus comentários com sentenças como: “Cara, responde rápido aí que eu estou compressa...” ou “você demora muito para responder e eu preciso de ajuda urgente...”.

Mas mesmo a esse tipo de falta de educação, eu costumo dar a solução pedida e publicar o post. Não sem antes iniciar minha resposta pedindo moderação e respeito no linguajar.  Mas como as alegações do leitor que motivou esse novo texto são dúvidas que podem pairar nas cabeças de outros frequentadores aqui do blog, vamos aos comentários e esclarecimentos. Eles serão úteis não apenas ao que desejam comprar minhas máquinas, mas para evitar que caiam em armadilhas ao comprar equipamentos de outros fornecedores.

Orgulho de ser brasileiro:

Em primeiro lugar, quando eu chamei a máquina da Apple de “lixeirinha”, não era evidentemente me referindo à qualidade, que é sempre impecável nos produtos da marca. Mas sim uma alusão ao formato inusitado e sem dúvida inovador, que faz com que se pareça mesmo com uma cesta de lixo.  Quanto a tecnologia e qualidade nada a falar, pois eu mesmo tenho produtos Apple e os admiro muito.  Não que não existam defeitos ou mesmo concepções, a meu ver, erradas ou discutíveis. Mas isso é fruto da própria personalidade do criador, que imprimia seus conceitos e vontades aos seus produtos.

Aí já começa a tal teoria do vira-latas. Por que temos que valorizar tanto os produtos que vêm de fora ao ponto de não podermos sequer fazer paródias com eles. Porque é Apple tem que ser intocável?  Se for Positivo, uma marca brasileira que vem se destacando no mercado de computadores, não presta? A Apple, no final da página que anuncia as qualidades do novo MacPro, valoriza a pátria onde nasceu, colocando os seguintes dizeres:



Então eu devo sentir mais orgulho ainda de indicar no meu anúncio a mesma ressalva. Se não como brasileiro, mas como projetista e integrador das Thunderbird, eu me orgulho de fazer isso no Brasil. Mesmo que com componentes importados. Mas tudo que é montado no mundo globalizado, tem componentes de diversas partes do planeta.







Definindo o que é workstation:

Segundo a Encyclopaedia Britannica[1], workstation “é um sistema de computação de alta performance que é basicamente projetado para um usuário único e com avançadas capacidades gráficas. Grande capacidade de armazenamento e um poderoso microporcesador. Uma workstation é mais capaz que um computador pessoal (PC) mas menos avançado que um computador de médio porte (que pode gerenciar um grande número de computadores pessoais ou  workstations em uma rede e são capazes de gerenciar uma larga quantidade de dados e tarefas. O termo pode se referir também a terminais “burros” (isto é, sem capacidade de processamento) que estão conectados a outros computadores em um mainframe”.
Primeiras workstations da Xerox (esq.) e Sun Microsystems (dir)
As primeiras workstations sugiram no início da década de 1980. E geralmente rodavam em sistemas UNIX e utilizavam processadores com instruções em RISC[2]. Mas com o desenvolvimento dos computadores pessoais (PC), puxado principalmente pela indústria de gamões e pela popularização do entretenimento (áudio e vídeo) via computador e internet, componentes como processadores, placas-mãe e processadores de vídeo tiveram um evolução muito grande, rivalizando em alguns casos com os mesmos componentes utilizados em servidores ou estações de trabalho.

Se até 2010/2011 ainda eram comuns estações de trabalho com dois processadores (Intel Xeon), fabricantes como a própria Apple, ao lançar o novo MacPro, abandonaram essa configuração. O alto custo, a necessidade de programas escritos para tarefas multi-processamento e a manutenção mais cara, acabaram dando lugar a simplicidade dos sistema com processadores únicos com mais núcleos. A economia de energia também é um fator muito ponderado em países onde a geração ainda usa matrizes não renováveis como a energia hidrelétrica. Aqui no Brasil, com a energia farta e barata, ainda não nos preocupamos com consumo ou sustentabilidade. Infelizmente.


Quanto ao tipo de processador, para aplicações como edição de vídeo e computação gráfica, a ênfase está sendo cada vez maior em levar esse processamento para as placas de vídeo dedicadas. Nesse sentido, algumas placas-mãe para servidor, que alguns insistem em usar para workstations gráficas, não possuem sequer um slot PCI-E com velocidade 16X, simplesmente porque são mais usadas para administração de dados e de redes. O monitor só é necessário para o programador ou técnico de manutenção instalarem programas ou administrarem o servidor.

Em relação ao fabricantes de processadores, indiscutivelmente a Intel tem os modelos mais rápidos. E em certos casos um processador para PC da nova e recém-lançada 4ª geração da série i7 é mais rápido que certos modelos de mesma arquitetura e capacidade da linha Xeon. A vantagem desses últimos é o menor consumo de energia e consequentemente menor dissipação térmica.

O preço, para parte da gama Xeon também se situa no mesmo nível dos processadores i7, sendo esses em alguns caos até mais caros que seus similares Xeon. Como foi dito antes, hoje deve se prestar particular atenção a capacidade e qualidade do processador gráfico (GPU), pois cada vez mais os aplicativos para edição e computação gráfica estão se valendo deles para acelerar as tarefas que antes eram desempenhadas pelo processador principal (CPU).

Placas gráficas: poder de computação maior que as CPU´s


Se houver sobra de orçamento, é muito melhor investir esse valor em uma placa gráfica superior, do que adquirir um processador com frequência ligeiramente maior ou mais núcleos. O gasto extra, no segundo caso, não vai se traduzir em melhor performance. Já a diferença entre uma placa de vídeo da série 500 para a série 700 da Nvidia, vai fazer toda a diferença na hora do render e do monitoramento em tempo real de uma tarefa de edição ou computação gráfica.

Outro fator muito importante, que é levado em conta em uma workstation, é sua capacidade de adaptação e expansão a novas tarefas e mesmo a instalação de hardware complementar. Uma placa-mãe que use um conjunto de processador e chipset que tenha poucas trilhas (lanes) de comunicação entre as portas PCI-E  e portas SATA também vai apresentar um desempenho inferior. E nem sempre os  itens mais modernos ou recentes são os mais adequados. Como  por exemplo os novos chipset da série 80 da Intel (Z87, H87, h81, etc). Apesar de terem trazido melhorias importantes na arquitetura de distribuição de tarefas entre ele e o processador, não são indicados para workstations, pois tem uma limitação na quantidade de vias de ligação no barramento PCI-E. Neles, existe apenas uma porta PCI-E com velocidade máxima de 16X. 

O que significa dizer que, se no futuro, algum programa se beneficie do uso de mais de uma GPU ( o que hoje não aocnte com a maioria deles), mesmo que a placa-mãe tenha outro slot PCI-E disponível, ao instalar outra placa de vídeo, as duas vão ter que dividir a velocidade de 16X, trabalhando apenas a 8X cada uma. Da mesma forma, se for necessário instalar uma placa de captura que precise de mais de 8X de velocidade, haverá diminuição da velocidade disponível para a placa de vídeo. 

Capacidade de armazenamento ou velocidade?

Aqui se encontra outra armadilha clássica de muitos sistemas e de integradores de equipamentos. Com o surgimento do vídeo de alta definição (HD) e dos formatos (codec)  de vídeo cada vez mais compactados como o AVCHD e o novo XAVC da Sony, o espaço perde importância para a velocidade de leitura e escrita.

Não adianta investir em uma workstation que tenha o melhor processador e a melhor placa de vídeo com um monte de memória RAM disponível se o disco de sistema e armazenamento não tem velocidade para acompanhar a demanda de processamento. A maioria dos leitores que me pedem ajuda com máquinas com bons periféricos, está com gargalo no sistema de armazenamento de dados.

Hoje são necessários pelo menos 4 discos rígidos convencionais (mecânicos) em RAID ou um ou dois discos SSD (estado sólido) também em RAID 0 para que o conjunto de processador, placa de vídeo e memórias possa proporcionar todo o desempenho de que são capazes. Insistir em ter apenas um disco de 4TB para entupir a máquina com arquivos, como se ela fosse um servidor de conteúdo é um erro básico e fatal. Eu sempre insisto em dizer: ilha de edição não é estação de armazenamento.

Nos casos de estações de fabricantes como Dell e HP, há espaço interno, embora limitado, para a instalação de novos discos rígidos para a montagem de sistemas em RAID. Já no caso do novo MacPro, esse espaço não existe. Na verdade esse conceito não está de todo errado. Hoje com os sistemas de armazenamento externo ficando mais baratos e com o surgimento de portas de alta velocidade de transferência de dados, com preços baratos e se tornado mais populares, como as USB 3.0 e a porta Thunderbolt, fica mais simples de adequar e escalonar o espaço e a velocidade do armazenamento em componentes externos. Embora o preço ainda seja mais alto que manter esse armazenamento internamente.

E aqui vamos para outra armadilha na questão do preço e das ofertas  que os integradores de workstations deixam plantadas no nosso caminho:

O conceito de venda e publicidade do “A partir de”:

Quando um comprador vê o anuncio de uma Thunderbird aqui no blog e o compara superficialmente com os anúncios nas páginas dos outros fabricantes, acha realmente que nosso preço é muito caro. Vejamos alguns exemplos. A Workstation Dell T7600 está anunciada no site do fabricante por R$ 10.498,00. Mas quando configurada para ficar adequada para edição de vídeos, e com os mesmos componentes da Thunderbird III Tipo 3, o preço final sobe para R$ 18.729,00!


Para obter o desempenho tão alardeado pelo fabricante, o preço vai dobrar ou mesmo triplicar. A imagem abaixo mostra outra simulação efetuada no site do fabricante Apple, customizando as configurações iniciais do novo MacPro, para as especificações finais de um modelo correspondente da Thunderbird III. Sendo que nesse modelo é impossível colocar armazenamento extra. Tem que ser usadas unidades externas de armazenamento, cujo preço não está incluso na simulação. Mas acrescentaria provavelmente mais uns R$ 6 mil reais ao valor final, atingindo a casa dos R$ 27 mil reais pelo sistema completo.



Aí a vantagem cai por terra. E o que eu acho pior e desonesto, é que nenhum fabricante tem a coragem de informar - mesmo em letras miúdas no rodapé de seus anúncios - que aquelas configurações são básicas e geralmente não atendem as especificações recomendadas pelos fabricantes de softwares para o desempenho esperado de seus produtos. E o pior é que na hora que eu fiz a brincadeira da lixeirinha, alguém ainda achou ruim... quer dizer que o meu equipamento que é vendido completo e sem pegadinhas, é caro... é um roubo, como insinuou o leitor mal educado, por R$ 16 mil? Francamente...



Muitos foram os leitores que me relataram casos de decepção com equipamentos adquiridos de fabricantes renomados ou mesmo montados por técnicos de lojas de informática, que se diziam entendedores do assunto, que no final só causaram prejuízos e atrasos na produção. Inclusive se você que está lendo esse artigo foi um deles, pode enviar seu comentário descrevendo a situação.

Em mais de 5 anos de montagem de estações de trabalho para  muitos clientes, eu nunca tive casos de decepção ou reclamação quanto a desempenho de meus produtos. Pelo contrario: muitos clientes já estão na terceira versão de meus produtos. E também fora dois casos, nunca precisaram acionar a garantia. E isso é outro detalhe importante: A qualidade dos componentes.

Evidentemente, excetuando os equipamentos montados por lojas de informática (alguns casos) a qualidade dos componentes usados por fabricantes como a Dell, a HP, a Apple e logicamente os que eu uso em minhas máquinas, são de padrão superior. E aí vai outra armadilha na hora de se comparar preços entre marcas de qualidade e máquinas montadas por lojas (volto a dizer: não todas): a procedência e qualidade dos componentes utilizados.

Outro detalhe importante, seja em workstations de marca ou genéricas, é a própria habilidade do usuário, ou técnico especialista em manutenção ,em configurar corretamente os programas e recursos do equipamento. Nenhum computador ou estação de trabalho vem otimizado e configurado para tarefas específicas e tampouco (exceto em alguns casos) com os programas já instalados e configurados. E uma instalação inadequada ou configuração de parâmetros do próprio sistema operacional e periféricos inadequada vai botar a perder parte do desempenho de qualquer equipamento.

E finalmente o comprador deve levar em conta a durabilidade do seu investimento. Quem já teve a oportunidade de olhar por dentro uma workstation de marcas conceituadas, como as que eu citei aqui, deve ter observado que os componentes, leiaute interno e outras configurações são exclusivas e proprietárias de cada fabricante. Ou seja: depois do termino da garantia e muitas vezes mesmo dentro da vigência desta, a troca ou acréscimo de componentes só pode ser efetuada por itens fornecidos pelo fabricante. E quase sempre com custos muito superiores ao mesmo tipo de componente genérico vendido no mercado de peças de informática.

Nesse aspecto é justo dizer que uma vantagem da montagem de máquinas em lojas de informática, é a facilidade de manutenção e upgrades futuros, pois as peças não sendo tecnologia proprietária de nenhum fabricante específico são mais baratas e fáceis de encontrar. Então ficam as dicas para quem está planejando a compra de workstations para melhorar a produtividade. Não cair nas armadilhas de preços irreais e configurações capengas e verificar o preço e viabilidade dos futuros upgrades.

Grande abraço!

Marcelo Ruiz


[1] http://global.britannica.com/EBchecked/topic/648195/workstation - workstation,  a high-performance computer system that is basically designed for a single user and has advanced graphics capabilities, large storage capacity, and a powerful microprocessor (central processing unit). A workstation is more capable than a personal computer (PC) but is less advanced than a midrange computer (which can manage a large network of peripheral PCs or workstations and handle immense data-processing and reporting tasks). The term workstation is also sometimes ascribed to dumb terminals (i.e., without any processing capacity) that are connected to mainframe computers.
[2] Reduced instruction set computing 

10 comentários:

  1. Fala Mestre! É o Cleber 07, como andam as coisas?
    Bem, o caso desse sujeito do seu comentário não merece nem falar, porque para ele é só xingando, e o blog não tem essa característica.
    Vemos que o cidadão ( que para mim é um PELÃO ) não lê com frequência o seu blog (que é maravilhoso, honesto e fiel sempre),pois veria que as suas máquinas já foram testadas "a vera" até por um site que faz comparações de desempenho e as suas "crianças malvadas" foram lá em cima na tabela. A única coisa que ficou abaixo das outras e bem abaixo foi o preço o que para consumidor é muito bom (risos...).
    Eu passo por problemas de saúde e financeiro no momento mas sonho um dia resolver tudo e comprar essa maravilha que o Sr. monta ( WORKSTATION THUNDERBIRD III TIPO III, aqui em maiúsculo e com muito orgulho de ser brasileiro ).
    Vale uma piada? Então vai: Se alguém está sendo enganado é ele ( o pelão ) que comprou um produto cujo o logo é uma maçã que já vem faltando um pedaço (risos...). Se falta no logo, já indica que vem faltando mais alguma coisa, principalmente dinheiro no bolso (risos...).
    Grande abraço amigo! Me desculpe não ter passado ainda pela vakinha... É por motivos maiores mas com certeza vou chegar aí, e não é papo de enrolão! Na verdade o tamanho da sua atitude e generosidade não tem preço... E ainda vem um pelão criticar, tá de sacanagem esse p&l@ s@c() (desculpe mas não aguentei, tive que escrever, risos...).
    Feliz 2014 com muita saúde, paciência e "TAMO JUNTO".

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  2. Cleber,

    Mas é assim mesmo... vamo que vamo em 2014... que a coisa tá pra lá de feia... Grande abraço para vc e obrigado pelo carinho de sempre.

    ]Marcelo Ruiz

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  3. Os conselhos do Marcelo fora cruciais, aliás, ainda são para mim.
    Ele está bem a frente do seu tempo.
    E isso demora pra ser reconhecido
    Vou esperar e comemorar quando acontecer.
    Lucino Santana.

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    1. Grande abraço Lucino! Grande 2014 para vc!

      Marcelo Ruiz

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  4. Marcelo ,apesar de ser iniciante,só 6 anos de edição em pinnacle(sofrendo) ,e mais 1
    de premiere(suave).mesmo não conseguindo ter uma maquina como as oferecidas por vcs
    vejo seu extremo profissionalismo e ética.
    pois a algum tempo atraz,pedi dicas sobre uma mquina pra rodar o pinnacle 16,gastei muito dinheiro por conta propria, e vc me deu a dica d não mexer na maquina e sim trocar o software pelo premiere.
    apos isso vi e erro que fiz..e camecei a usar o premiere.
    fico grato pois me deu dicas incriveis. e mesmo eu nao estando no seu nivel, não desfez de minha pessoa. Grato. vc tem uma coisa na postegem acima , que o deinheiro não compra .a razão.

    Fique com Deus.
    Valdo Prosperidade.


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    1. Grato pelas palavras amáveis e nem esquenta com esse negócio de nível... todos nós nos igualamos em uma certeza: somos profundamente ignorantes e isso nos faz curiosos!

      Grande abraço!

      Marcelo Ruiz

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  5. Prezado Marcelo, quando você se refere aos novos chipsets da linha 80 da Intel (Z87 por exemplo) e diz que estes não são indicado pois tem suporte a somente uma PCI-e 3.0 a 16x, o chipset X79 que você também utilizava nos seus modelos não tinha a mesma limitação ?? Estive pesquisando acerca dos chipsets da Intel e não encontrei outro que tenha 2 PCI-e a 16x. Que modelo de chipset você adotou nas suas novas maquinas visando uma futura utilização de 2 placas de video PCI-e a 16x cada uma ??? Obrigado pela atenção.

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    1. Meu caro,

      O chipset Intel X79 tem 40 lanes no barramento PCI-E é é o único fora os modelos para servidores. Com isso vc pode usar sem problemas 2 PCI-E @ 16x e mais 1 a 8x ou 2 @ 4X cada. Eu ainda utilizo esse chipset no modelo de ponta e mais caro.

      Nas novas intermediárias estou usando o Z87 por uma questão de manter o preço viável aos pequenos produtores e por conta das 6 portas SATA III ligadas diretamente no chipset sem precisar de chips extras da AsMedia que sempre davam velocidades mais baixas.

      Realmente o Z87 só permite um slot rodando a 16x e outros 2 rodando a 4x. Mas não penso que ainda nesse ano de 2014 algum programa de edição de vídeos, que é o foco das minhas máquinas vá utilizar 2 GPUs. O Premiere só aceita e reconhece uma.

      No caso da Z87 podemos ter uma ótima placa de vídeo como a GTX780 rodando a 16 e se for necessário a instalação de uma placa de captura PCI-E que geralmente não requer mais que 4x de velocidade não vai haver diminuição de 16 para 8 na PCI-E principal.

      Grande abraço!

      Marcelo Ruiz

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  6. Obrigado pela resposta Marcelo, foi bastante esclarecedora.

    Se eu ainda puder perguntar... Após estes anos todos montando os seus equipamentos, verifiquei que você já utilizou placas da Asrock, Gigabyte e Asus...
    Como também já trabalhei alguns anos com equipamentos de informática, tenho plena consciência de que às vezes podemos comprar uma placa que por infelicidade do destino acaba por apresentar problema em pouco tempo.
    Na sua opinião, e tomando-se por base o mercado atual de placas bem como o suporte do fabricante quanto a assistência técnica e/ou troca de produto, qual marca foi a que menos lhe deu problema ao longo do tempo bem como foi a mais fácil e intuitiva de se manipular (BIOS) para trabalhar inclusive com overclock do processador ...??

    Mais uma vez obrigado pela atenção e um forte abraço

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    1. Sem dúvida alguma a AsRock. Sem dúvida nenhuma a melhor placa-mãe da atualidade. Fácil de trabalhar, componentes de qualidade, nunca me deixaram na mão, rainhas do overcolock...

      Grande abraço!

      Marcelo Ruiz

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Obrigado por sua participação! Asim que eu puder, vou responder! Volte sempre!

Marcelo Ruiz