quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Ultra HDTV 4096 x 2048 60p: em breve na sua sala de estar!



O formato 4K e as novas TVs UHD (Ultra Alta Definição)

Entre os comentários que tenho lido sobre a CES 2012, nos sites especializados, um assunto  tem sido recorrente. O aparente desinteresse dos fabricantes de TV's com o formato 3D e o grande número de modelos UHD (Ultra Hight Definition), com definição quatro vezes superior ao HD exibidos no evento, aponta que o mercado global de entretenimento, através do vídeo doméstico, caminha para a popularização do formato. A NHK, rede estatal de televisão japonesa,  que investe também em pesquisa através do NHK Science & Technical Research Laboratories, tem planos para transmitir no formato já em 2016.

O interesse não é para menos, já que a maioria dos filmes para cinema são rodados em 4K e tem que ser reduzidos, para um quarto dessa resolução, para serem apresentados no sistema HDTV (1920 x 1080) atualmente um uso. Os grandes diretores e estúdios de cinema já não se contentam com o formato 2K  @ 24 fps para rodarem seus filmes. Tem reclamado mais da limitação dos 24 quadros por segundo, principalmente em filmes 3D, do que da resolução da imagem em si, já que os 24 frames por segundo, modelo centenário herdado do cinema em película, não dá a fluidez e definição necessárias as cenas de ação presentes em todos os blockbusters atuais.

Não se trata exatamente de uma novidade, pois as primeiras pesquisas do formato começaram em 2003 pela gigante de comunicação japonesa NHK. Já o padrão 4K (Digital Cinema, 4096 x 1714 pixels, 2:39:1 aspect ratio) existe desde 2007, quando foi lançada a lendária câmera Red One, iniciando a revolução do cinema totalmente digital. A tendência foi seguida pela Sony com o aprimoramento da linha Cine Alta e da Arri com o lançamento da câmera Alexia. Fabricantes de projetores digitais como a Barco, estão presentes em quase todas as salas de cinema do mundo com equipamentos 4K.

Grandes estúdios e seus diretores consagrados, querem agora filmar em 48 quadros, alguns sugerindo até taxas maiores (falam em até 76fps). Segundo eles as TV's de hoje já possuem capacidade para rodar filmes HD em 60P, o que torna as cenas mais fluidas e sem aquele blur nas passagens mais movimentadas. Fabricantes com a Arri, Red Cinema e Panavision já estão produzindo modelos com capacidade para captar 4K a 60 fps. Esperam uma revolução na forma de apresentar os filmes e a possibilidade de lotar as salas  convencionais e em 3D.

No mundo real, se o formato HDTV a 1920 x 1080 já dá dor de cabeça aos editores, imagine algo quatro vezes maior e com o dobro da taxa de frames por segundo. Por enquanto a captação com câmeras 4K ainda é feito a 24fps. E mesmo assim as produtoras de comerciais, que utilizam equipamentos como a Red One ou Scarlet, ainda preferem rodar em 2K ou mesmo em HD.  Reclamam da dificuldade com o tamanho dos arquivos, que além da grande dimensão em pixels, são gravados no formato RAW e compactados em algoritmo Bayer.
Apesar de darem mais flexibilidade ao editor, para correção de primária e secundária de cor e ajustes mais precisos de temperatura de cor e saturação, já que o formato preserva os frames capturados sem modificação no espaço de cor, contraste e balanço de branco. exigem uma capacidade muito maior de processamento das estações de trabalho.

Pensando nisso a Red Digital Cinema fez parcerias com empresas produtoras de software, como a Adobe e Avid, para deixar o Premiere e o Media Composer com suporte nativo ao seu formato R3D. Mas a capacidade das atuais workstations da maioria das produtoras tem dificuldades para rodar nativamente o formato.

Somente sistemas geralmente fechados e proprietários tem capacidade para lidar com esses projetos e arquivos, geralmente só usados em brandes produções cinematográficas. Porém é cada vez mais comum vermos, nos sets de filmagem de comercias hi end,  câmeras Red One e outras captando em 2 ou 4K.  Isso leva a necessidade de boas workstations para um número maior de produtoras, já que não são geralmente os grandes estúdio de cinema que rodam comerciais de tv.

Embora ainda vá demorar alguns anos para que vejamos a tecnologia UHD sendo utilizada em escala global, no mundo real a maioria dos filmes produzidos para salas de exibição e também alguns comerciais de televisão mais sofisticados já são filmados em formato 4K. E a edição desses conteúdos nativamente já está disponível, inclusive no Adobe Premiere, desde a versão CS5, que oferece suporte nativo ao formato .R3D  da Red Cinema, cujo plugin Redcode, presente no Premiere, foi desenvolvido em conjunto com a Adobe e a fabricante do sistema de captação.

Com o lançamento da linha 2012 dos novos processadores da Intel, além da entrada forte e quase absoluta da NVidia no seguimento de processamento por placa gráfica, ficou menos complicado e mais barato produzir as estações de trabalho adequadas. Atentos a esse mercado, iniciamos os testes e pré-produção da nova workstation ESCARLATE - R3D. Os resultados são de entusiasmar até o mais cético dos mac-seguidores, que nunca acreditaram que o PC um dia tomaria a liderança da Apple no campo da edição de vídeo, onde eles reinaram quase absolutos por duas décadas.




A nova estação de trabalho, com lançamento na segunda metade de 2012, é direcionada as produtoras e profissionais autônomos que estejam editando conteúdo 4K ou mesmo 2K para cinema e televisão. Com a nova workstation não é necessário transcodificar os conteúdos nativos em R3D ou editar em arquivos de visualização formato MOV para posterior edição final dos arquivos em definição total.

Os proprietários de estações PROCS5 terão prioridade na encomenda da nova worstation, além de preço diferenciado de compra.

Grande abraço a todos!

Marcelo Ruiz

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado por sua participação! Asim que eu puder, vou responder! Volte sempre!

Marcelo Ruiz

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.